Família

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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Começamos 2013

        

E então começamos 2013! Tenho certeza que dos nossos lábios, dos cartões de fim de ano e das mensagens nas redes sociais e torpedos sairam várias vezes frases como: "Um ano novo repleto de realizações". E estamos já no fim de janeiro e esses desejos se transformaram em metas concretas? Já paramos para fazer uma lista do que queremos alcançar esse ano? Conversamos com nossos filhos sobre as metas deles? Já traçamos as metas familiares? Talvez tenhamos alimentado mais sonhos do que metas concretas. A verdade é que o sonho se torna realidade se dermos alguns passos que facilitem que isso aconteça. Um primeiro passo é lembrar que temos um dom maravilhoso (e igualmente perigoso!) que é a liberdade.



A liberdade engloba duas capacidades que todo o ser humano tem: capacidade de exercício e capacidade de especificação. A primeira se refere à capacidade que o ser humano tem de escolher algo; e a segunda versa sobre a capacidade de escolher “isto” ou “aquilo”. Pertence de certa forma a ela uma outra capacidade que está muito em voga atualmente e que se chama proatividade.



A proatividade é a capacidade do ser humano de agir ao invés de reagir. Ela implica que nós, seres humanos, somos responsáveis por nossa própria vida. A pessoa pró ativa é aquela cuja resposta ao que acontece em seu entorno está de acordo com os princípios e crenças que regem sua vida. (Por isso é de suma importância ter bem claro quais são esses princípios e crenças!) E aqui não me refiro à crença religiosa (se bem que a considero de extrema importância!), mas são aquelas convicções íntimas que consideramos importantes e que permeiam todo o nosso ser e o nosso agir.



Por outro lado, as respostas do reativo são influenciadas pelo entorno e não pelo que ele acredita. Nesse sentido uma pessoa reativa é menos ou nada reflexiva em comparação com uma pessoa pró ativa. Como consequência, o reativo é normalmente um determinista, fatalista ou ainda um pessimista, o tipo de pessoa que acha que o mundo conspira contra ela e que não consegue ver nos obstáculos uma oportunidade de superação e crescimento. O reativo normalmente não traça metas concretas e jamais pensa nos pequenos passos que pode dar para alcançar o objetivo que traçou para si. Ele deixa que a vida o leve.



O proativo, por sua vez, começa sempre com um objetivo em mente e traça pequenas metas diárias para conseguir chegar ao seu objetivo final.

A verdade é que a proatividade está diretamente ligada ao sucesso e a reatividade ao fracasso. Portanto, queridos, "um ano novo repleto de realizações" significa um ano novo repleto de reflexão e metas concretas pautadas na realidade e apoiadas por um princípio que faz a diferença total entre sucesso e fracasso e que se chama perseverança.



A perseverança é a capacidade de manter-se firme em busca de um objetivo mesmo em face de dificuldades. A perseverança é filha da fortaleza. Uma pessoa perseverante é uma pessoa forte que não se deixa abater pelas contrariedades, mas que vê nelas uma oportunidade de crescimento.







Precisamos praticar mais a perseverança, precisamos ensiná-las aos nossos filhos e podemos fazer isso concretamente ao encorajá-los a terminarem o que começaram, a cumprirem suas promessas. Por exemplo, como reagimos quando nossos filhos vêm conversar conosco sobre uma nova modalidade de esporte que querem começar a praticar? Sentamos com eles e conversamos sobre os benefícios e sacrifícios que essa nova situação vai impor? Ou falamos "tudo bem" e quando 2 meses depois eles querem desistir, nós falamos "tudo bem"...? Ajudamos nossos filhos a dividirem os objetivos de longo prazo em pequenos passos que eventualmente vão levá-los a chegar aonde desejaram? Elogiamos nossos filhos por cada passo que dão em direção ao objetivo? Somos apoiadores e nos alegramos com as pequenas conquistas? Fazemos nós o mesmo em relação aos nossos próprios planos?



Tenho certeza (e desejo do fundo do coração a todos os que estão lendo essa postagem) que os pequenos passos sugeridos acima nos ajudarão a ter um ano novo repleto de verdadeiras realizações!



Feliz 2013!!!
 
 

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Obedecer está fora de moda?


Queridos,

            Depois de muitos meses fora do ar, estamos de volta com o blog! E agora fazendo link com o Navegantes, um Centro de Educação Infantil de Educação Personalizada – da família para a família. O trabalho no Navegantes tem sido intenso e por isso o blog ficou “desativado” durante algum tempo. Mas agora estamos voltando com o mesmo entusiasmo e desejo por uma educação familiar que enriqueça todos os seus membros e faça a diferença na sociedade.

            O tema que pensei escrever sobre esse mês é a “obediência”. Algumas situações na escola e em casa têm me feito refletir bastante sobre a mesma.

            Isaacs define uma pessoa obediente como alguém que: “aceita como próprias as indicações que vêm de alguém que expressa autoridade – pais, professores, etc”.

            Hoje em dia, a sociedade tem certa dificuldade de encarar o termo sem preconceito. Parece que ser obediente está “fora de moda”. Penso ser assim porque o termo não é bem entendido. Devemos perceber que a obediência é parte da justiça. A definição clássica de justiça é: “dar a alguém aquilo que lhe é devido”; portanto, uma criança desobediente não está sendo justa nem com os pais, nem com a escola. Um empregado que não faz o que a empresa espera que ele faça não é obediente e tampouco é justo com seu empregador.

 
            Mas a obediência deve ser inteligente. Estamos no tempo de grandes progressos e avanços em todas as áreas e isso é fantástico! Hoje os pais não educam mais somente “com um olhar”. Felizmente também já passamos a fase do autoritarismo (faça porque eu estou mandando). Por outro lado, vivemos uma crise de autoridade e somos muito permissivos e ainda acreditamos que não precisamos nos preparar para sermos bons pais e mães.

             Bem, as crianças vão aceitar como próprias as indicações feitas por pais e professores se as mesmas forem coerentes e seguras. Portanto, devemos sim ter argumentos para todas as indicações que fazemos para as crianças. E aqui se fazem necessárias aquelas perguntas fundamentais na educação dos filhos: “O que é importante para a minha família”? “Quais são os princípios que a norteiam”? E as mesmas perguntas podem e devem ser feitas pelas várias instituições de ensino. “Porque sim” não é nem nunca foi resposta convincente.

            Devemos ter cuidado para não relegar a obediência a uma mera “regra de convivência”. Cuidemos para não querer que os filhos nos obedeçam para que fiquemos bem diante da tia, da sogra ou da sociedade. Lembremos novamente que a obediência é parte integrante da justiça.  

             Diálogo, convivência diária são ingredientes chave para forjar em nossos filhos (e alunos) essa virtude e para prepará-los a serem obedientes no futuro aos princípios e valores que nortearão a sua própria vida. Em outras palavras, a obediência que esperamos de nossos filhos quando forem maiores, será resultado de uma atitude bem pensada e consciente.

            Nesse sentido eles estarão preparados para serem comprometidos com aquilo em que acreditam e nisso pautarão sua vida e suas atitudes.

           

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Reflexão e Rota

          
               Olá amigos, quanto tempo desde a última postagem! No meio tempo entre a atual postagem e a última houve uma bela viagem em família. Como é precioso o tempo passado com a família. Neste tempo renovamos as energias, nutrimos a amizade e a confidência, aparamos as arestas, conhecemos mais o outro e deixamos que nos conheçam...
            O tema da postagem de hoje foi sugerido por uma amiga. Mãe de duas meninas: uma de 8 e outra em torno de 4 anos de idade, essa minha amiga, mãe muito consciente e reflexiva me confidenciava algo mais ou menos assim: “como as meninas estão crescendo rápido... por enquanto eu as tenho “sob as asas”, mas logo nós não estaremos mais “no controle” e o que fazer? Como prepará-las para o que vem? Como eu devo me preparar? O que devo “deixar”, o que não devo “deixar”?” Creio que esses pensamentos já povoaram a mente de muitos de nós e muitos dos que agora leem essa postagem estarão provavelmente pensando que é exatamente essa a sua preocupação.
            Penso que o segredo de sempre é: “reflexão” e “rota”. Para qualquer viagem bem sucedida é importante estabelecer a rota a ser seguida. Isso vai permitir que cheguemos ao lugar ao qual nos propusemos dentro do tempo programado. Tenho uma amiga que recentemente fez uma viagem dentro dos Estados Unidos e me fazia o seguinte comentário: “a distância de San Francisco a Los Angeles é de quase 800 quilômetros então, como estávamos dirigindo, meu marido e eu programamos as paradas para aproveitarmos melhor o passeio e não nos cansarmos tanto.” Maravilha! É isso que devemos fazer enquanto pais. Mas isso só é possível com a rota na mão e reflexão na cabeça. Educar os filhos é uma grande viagem cheia de aventuras e só chegaremos a bom termo se estivermos checando continuamente a rota. Por isso são tão preciosos os tempos de família e o tempo que conversamos com o cônjuge sobre cada um dos filhos. Qual é a “rota” que queremos traçar para nossa família? Onde queremos chegar e como gostaríamos que nossos filhos crescessem? E sempre haveremos de dar essas “paradas” para avaliar, reprogramar e aproveitar melhor a viagem.
            Algumas dicas bem concretas podem ajudar:
    •     Reflita sobre o que é fundamental para toda a sua família. Anote que tipo de família realmente querem ser e o que querem para seus filhos. Seja concreto. Não anote coisas do tipo: “quero que sejam felizes.” Mas, medite sobre o que é felicidade para você e quais os passos que deve dar para alcançá-la e assim será mais fácil chegar mais concretamente ao que querem para os filhos. Pense sobre os princípios que escolheram para reger sua vida familiar.
    •     Reflita com o cônjuge sobre os princípios que vocês adotam na criação de seus filhos. Essa visão é especialmente importante, pois, com certeza, direcionará discussões e atividades familiares.
Quando vocês pensam nos princípios que regem sua vida familiar, esses mesmos princípios os ajudarão a escolher que tipo de férias terão, se é hora ou não de presentear os filhos, se já é o momento de dormir fora de casa, se devem ir a determinado lugar, a que horas devem chegar, o que fazer quando um filho vai mal na escola por preguiça e todas essas outras “preocupações” que fazem parte do ser bom pai e boa mãe.
E então, se isso for feito com freqüência e partilhado com os filhos, eles saberão quais os valores compartilhados por sua família; eles entenderão sua cultura familiar e com certeza passarão isso para frente. Eles entenderão as razões pelas quais os pais agem de determinada forma e ainda que possam reclamar, não perceberão incoerência entre palavra e atitude e isso lhes dará segurança. Mais ainda, eles levarão consigo os princípios que regem sua vida familiar e estarão mais aptos a fazerem as escolhas certas. Não vivemos para sempre e não estaremos sempre com nossos filhos; portanto, o maior legado que podemos deixar para eles é a capacidade de desenvolver aqueles dons humanos sobre os quais já falei em outra postagem: consciência, autoconsciência, imaginação e vontade para que eles possam assim ter toda a liberdade do mundo para fazer suas escolhas com responsabilidade.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Recomeçar!!!

Queridos amigos e leitores,  

Devo confessar que fiquei muito surpresa ao ver a data da última postagem: Outubro de 2011! No entanto, relendo o texto percebi que não deveria ter ficado tão surpresa assim: afinal trata-se de uma ferramenta muito importante para que as pessoas sejam realmente eficazes; estou me referindo à capacidade de estabelecer prioridades! Sim, estabelecer prioridades é a solução para não cair na sensação (e muitas vezes não é somente sensação, mas pura realidade!) da falta de controle., seguida da correria, do "apagar fogo" estando a um passo do stress!
Estabelecer prioridades não é fácil. Especialmente pessoas que adoram desafios, que são motivadas para a ação ou acham que sempre dão conta de fazer mais ou melhor poderão sentir-se um tanto desapontadas ao ter que deixar algumas coisas "de lado". Na verdade, estabelecer prioridades trata-se disso: refletir em tudo que estou fazendo agora e, usando especialmente o dom da autoconsciência escolher entre as várias coisas que me são apresentadas aquela que devo eleger para executar e aí trabalhar nela com afinco. Trata-se do velho ditado que nos ensina a fazer o que devemos e estar com a cabeça no que estamos fazendo.
Começo de ano é uma ótima oportunidade de refletirmos sobre prioridades pois geralmente as pessoas estão animadas e querendo colocar muitas resoluções para serem cumpridas e objetivos a serem atingidos. O que acontece é que, com frequência, vamos "perdendo o gás" e terminamos deixando de lado muitos desses objetivos ou resoluções. Os motivos são variados, mas todos tem sua raiz em duas coisas que podem nos passar despercebido:
 1) Eram ideais e não reais;
 2) não foram "cultivados" ou "nutridos".
Muitas vezes nos propomos metas que gostaríamos de realizar mas que por falta de tempo, habilidade ou outros recursos ficam no meio do caminho. Isso nos dá uma sensação de fracasso e desconfiança sobre se  seremos capazes de levar projetos futuros adiante. Antes de estabelecermos nossas metas, devemos ter uma idéia clara de nossas reais condições tomando o cuidado de não estabelecermos metas medíocres por medo de termos que sacrificar-nos de alguma forma para a realização do projeto. Devemos nos lembrar que sem sacrifício não há sucesso. Uma outra chave para o sucesso em alcançar nossos objetivos é a capacidade de dizer "não". Existem coisas na nossa vida que nos tiram da rota. Se constantemente ficarmos dizendo "sim" à tudo acabaremos por nos desviar do caminho ao qual nos tínhamos proposto acabaremos por não chegar aonde queríamos.O que eu estou querendo dizer é:  pergunte a si mesmo "o que é realmente importante nesse momento para alcançar minhas metas?" Diga "sim" ao que é realmente importante e "não" ao que não é.
Os objetivos aos quais nos propomos devem ser cultivados. Uma forma concreta de fazermos isso é refletindo com frequência como estamos caminhando em relação ao objetivo proposto seja ele perder peso, arrumar um emprego melhor ou ter mais tempo com os filhos. Seria bom que diariamente olhássemos nossa lista de resoluções e pensássemos: "o que fiz hoje que me aproximou um pouco mais do objetivo proposto?". Compartilhar nossos objetivos com outras pessoas é também uma forma de nutrí-los. Minha amiga decidiu perder peso e compartilhou com os amigos essa vontade em uma rede social; ela disse que tornou o objetivo "público" para que se sentisse mais "responsável" por alcançar a meta e para receber o apoio dos amigos. Sem dúvida compartilhar objetivos e pedir conselhos são uma grande chave para o sucesso em alcançar uma meta.
Como pais somos os primeiros educadores de nossos filhos. Além disso somos exemplo para eles e é claro que todos nós queremos ser bons exemplos. A persistência e a constância na busca da realização dos objetivos são virtudes importantes que devemos cultivar em nós mesmos e ajudar nossos filhos a que as cultivem para que se sintam realizados, felizes cada vez que sejam capazes de realizarem aquilo a que se propuseram.
Vamos começar esse ano com "pique total" como diz uma amiga minha. Objetivos que realmente valham a pena em mente e força e determinação para alcançá-los! Feliz 2012!   
A longo prazo você alcança aquilo que almejou. Então almeje alto!


terça-feira, 11 de outubro de 2011

Os 4 dons do ser humano

           A todos os amigos que prestigiaram o evento Mais Família dia 01 de Outubro meu muito obrigada! Foi ótimo ter visto tantos pais e mães de família dedicarem um dia inteiro! (uau) para isso que eu chamo "o melhor negócio da vida - a família!" As palestras foram muito interessantes e dinâmicas e a organização do evento foi impecável! Parabéns a todos!
          Quero aprofundar um pouquinho hoje o aspecto  dos 4 dons do ser humano. O tempo de nossa palestra era curto para nos determos muito em cada aspecto que achávamos importante, mas esse merece especial atenção. Então, você que estava conosco, vai rever alguns conceitos com exemplos, e você que não estava, vai ficar sabendo um pouquinho mais sobre essa ferramenta maravilhosa de crescimento pessoal.
          Há algum tempo decidi não usar uma expressão que para mim soa um pouco à desordem e falta de controle. Estou falando de uma expressão que, com certeza, você já ouviu hoje ou pelo menos uma vez essa semana. Experimente perguntar a alguém, especialmente uma mãe de família como estão as coisas e ela vai responder de pronto: "uma correria!" O fato é que estamos mesmo em Outubro e temos pouco mais de 60 dias para o fim do ano, e aí sim : A CORRERIA! festa, presente, amigo secreto, professor particular, férias, peru, praia, novena, recuperação, cartão de crédito, limite do cheque especial, STRESS... Percebe porque a associação correria X falta de controle?????
         Fazemos muitas coisas e devemos aproveitar o tempo; mas não podemos ser meros espectadores da vida. Temos que ser os protagonistas. E isso não só na nossa própria vida, mas também na educação dos filhos, na nossa cultura familiar. Quantas vezes jogamos nas costas da Sra. Correria as nossas omissões,  faltas de metas, frustrações... Os 4 dons nos ajudam a tomar as rédeas da nossa vida, nos colocam no papel de protagonista do que acontece na nossa vida pessoal e familiar. Mas chega de conversa e vamos a eles:
  •         A auto consciência: habilidade que nos permite distanciar-nos da nossa vida e observá-la. Sabe aquela velha expressão: "caiu a ficha"? Quando a gente vê algo que não está legal e precisa mudar? Mas para que esse dom funcione, precisamos de tempo para observar nossa vida. Precisamos de uns minutos de reflexão diários para "checar a rota" e verificar se está certa ou um pouco desviada.
  •        A consciência: habilidade de avaliar o que descobrimos quando observamos a nós mesmos. Por que eu ajo (ou reajo) de determinada forma? Que influências observo no meu comportamento? Por que não levei a sério aquela determinação que tinha feito a mim mesmo em relação a um assunto pessoal ou familiar: foi preguiça? Comodismo? Falta de coragem? De comprometimento?
  •       A imaginação: habilidade que nos permite visualizar algo totalmente diferente da nossa experiência passada. A imaginação nos ajuda a ser proativos; não é a educação que eu recebi, ou como fulano falou comigo, algum ranço que carrego que determinam meu modo de agir: posso imaginar um agir diferente! Não vou ser refém do passado. Escrevo meu futuro (e o da minha família)  a partir de agora.
  •      A vontade independente: habilidade do poder agir. Através desse dom, o que eu imaginei diferente, eu ponho em prática. Não só tenho capacidade de imaginar um agir diferente, senão que tenho o poder de agir diferente.
      As circunstâncias externas ou passadas podem predispor uma atitude, mas nunca impô-la.  Podemos escolher um comportamento melhor. Somos responsáveis por nós mesmos e nossas atitudes.
      Essas habilidades devem nos fortalecer. Elas participam da nossa natureza humana, mas precisam ser nutridas para crescerem e se tornarem arraigadas no nosso agir. São fontes de desenvolvimento pessoal e nos ajudarão a alcançar a maturidade no nosso relacionamento conosco mesmos e com os outros a começar pela nossa própria família.
      
         

terça-feira, 6 de setembro de 2011

SOBRE A PESSOA E A FAMÍLIA...

"Seu sucesso na vida não será medido pelo dinheiro que ganharem ou o título que obtiverem, mas sim pelo número de pessoas cujas vidas tiverem melhorado devido ao que vocês fizeram." William Sears (no livro Crianças bem resolvidas).

A pessoa humana é, na sua origem, um ser dialogante. Na relação humana não há o "eu" sem o "tu". O homem só é fraco e desvalido. As pessoas tem coisas em comum e que podem ser compartilhados infinitamente sem serem divididos ou diminuídos, ao contrário, aumentam. Esses bens são imateriais e entre eles, a forma mais intensa de compartilhar que existe entre as pessoas é o AMOR. Amar é querer um bem para o outro. Amar é estender-se com o propósito de nutrir o crescimento do outro.

E que lugar melhor que dentro da família para a criança aprender sobre todos esses bens infinitamente compartilhados e nunca diminuídos entre os quais se destaca O AMOR?

No entanto, amar é um verbo; exige uma decisão firme da vontade e um esforço pessoal. Amor e respeito são bens que desejamos para nós mesmos e para nossos filhos. Também desejamos a eles sucesso. Mas devemos desejar e trabalhar para um sucesso que não se meça por dinheiro ou fama. O verdadeiro sucesso se mede pela conquista da verdadeira felicidade.

Creio firmemente que grande parte da felicidade de alguém depende da forma como ela foi educada. Creio também que educar os filhos é uma tarefa indelegável dos pais. Acredito que o lar é a própria extensão da pessoa; é onde ela encontra a si mesma, vive seus sonhos e projeta sua vida, procura a solução de seus problemas e compartilha tudo isso com os que habitam o mesmo lugar. Há, aí, uma fusão de intimidade onde cada um cresce e aprende com o outro.É lá que o ser humano "humaniza-se" e é lá que deve estar a chave para seu sucesso.

Em Outubro teremos a chance de um grande evento para as famílias aqui em Londrina. Vocês já viram, postada nesse blog há algumas semanas atrás, a propaganda do 1o Ciclo de Palestras Mais Família que será realizado dia 01 no Blue Tree. 

Nele apresentaremos algumas qualidades que ajudarão seu filho a ser uma criança "de sucesso".

Teremos também palestrantes da importante Associação Paulista "Ser Família".

Você, pai e mãe atento e ligado no sucesso de seu filho, junte-se a nós e participe. Lembre-se que a família é o melhor negócio!


Um grande abraço,


video

domingo, 14 de agosto de 2011

Van Gogh, flores e educação...

Sempre me encantaram os quadros de Van Gogh: a escolha de cores, as pinceladas marcadas, a simplicidade da cena, a riqueza dos detalhes... Uma de suas pinturas que mais me agrada é essa ilustrada nesse blog!
Irises me faz pensar em pais, filhos, família, educação.
O contraste e ao mesmo tempo a harmonia das cores me ensinam que a vida em família é contrastante: há modos diferentes de ser, de ver o mundo, de senti-lo; no entanto esse contraste não choca, mas deve ser harmônico: tocamos aqui o aspecto da complementaridade, da flexibilidade, do respeito, do ver o mundo com os olhos do outro.Assim devem ser os pais: carinhosos, porém, firmes; entendendo a diferença que existe entre "autoridade" e "autoritarismo". Os pais não devem transigir com o erro, mas devem ser suporte para os filhos e devem criar oportunidades concretas para que os filhos possam, de acordo com cada fase da sua existência, exercitar sua autonomia.
As diferentes formas e cores das flores soam como um alerta de que os filhos não são iguais, e, por isso mesmo, devem ser criados de forma diversa. A cultura familiar é a mesma, as convicções permanecem, mas a forma de educar cada um deve se adequar ao temperamento, à própria história de cada filho.
Finalmente, a flor branca... Apesar de alguns interpretarem a flor branca que aparece sozinha no quadro como que remetendo à solidão do pintor, na nossa reflexão de hoje fica uma sugestão muito mais otimista: CADA FILHO É UM SER ÚNICO, e assim deve ser visto pelos pais; quer você tenha 2, 5, 8, 10  filhos, ele é único: não é você,  não é o irmão, nem o amiguinho, ou o filho da vizinha... é seu, nascido na sua família, dento da sua cultura familiar com suas crenças, valores e exemplos, mas ele também tem seu próprio temperamento, forma de agir e reagir, de observar a realidade. Assim, o relacionamento que deve brotar é pessoal, um a um. Insisto na idéia de que a educação deve ser personalizada. O que dá certo para um filho, não dá para outro; a forma como se corrige um com bastante eficácia, pode ser totalmente ineficaz para outro.
Irises me ensinou bastante: me ensinou, por exemplo, que a felicidade está em olhar cada membro da família como único, em observar suas necessidades e dons; me ensinou que a beleza e a riqueza estão nas diferenças e que a diversidade, quando bem trabalhada, resulta em uma obra de arte maravilhosa.

Aproveitando a oportunidade, desejo a todos os "papais" um dia muito feliz e que aproveitem para admirar a grande obra que está bem diante de seus olhos: A SUA FAMÍLIA!