Família

sábado, 14 de maio de 2011

       Como o tempo passa! Olhando na data do meu último blog vejo com admiração, e um certo desapontamento que já se passaram dois meses sem que houvesse postagem! No entanto essa pequena frustração desaparece ao perceber que nesse meio tempo houve viagens, aniversários em família, celebrações do dia das mães. Quantas momentos de estar junto! Realmente vivemos sempre muito atarefados mas é importante priorizar o tempo com a família. Esse tempo nunca é "perdido", mas é tempo "ganho". Uma vez li uma frase que dizia algo parecido com isso: "Quem não perde tempo com a família, perde a família com o tempo." E não é mesmo verdade? Quando percebemos na sociedade queixas quanto a insegurança, indisciplina, revoltas e outros males devemos nos perguntar se não é isso mesmo também que se está passando com as famílias. Se os pais não tem tempo "a perder" com os filhos, quem vai lhes dar atenção? Onde terão respostas para suas dúvidas e orientações para sua vida? Que vão fazer as crianças e adolescentes que não podem contar com seus pais ou familiares que estão sempre ocupados, cansados ou impacientes?
        E para estar com a família é preciso duas coisas: saber administrar o tempo - planejando com antecedência, organizando a agenda, e estabelecer prioridades. Se alguém não dispõe de um tempo por semana para estar com a família, então essa não é de fato sua prioridade. Devemos lembrar que nosso papel na família é definitivo. É nela que temos nosso papel permanente. Já trabalhei com meu pai, fui professora vários anos, hoje sou orientadora familiar, amanhã posso não ser mais... Agora, mãe, eu sempre serei. Jamais serei substituída! Já nos demos conta disso?  O nosso papel de mãe, de pai é indelegável. Não podemos confiar na sociedade para nos substituir e ensinar aos nossos filhos os princípios que regem a vida. Deve ser através de nós que  a nossa cultura familiar, os valores e princípios que marcam a nossa família devem ser passados para nossos filhos. Devemos exercer uma liderança positiva na nossa família. Nossos filhos dependem e precisam de nós.
        Dizia acima que devemos organizar a agenda. Pois bem, é muito importante que tenhamos um "tempo da família". Um momento no dia em que estamos juntos e vamos conversar sobre o nosso dia; onde contaremos para os demais membros o que aconteceu, o que nos surpreendeu, o que nos chateou. Uma refeição juntos, longe da TV pode nos garantir esse tempo tão especial.
        Depois, temos que fomentar tempo da família "um a um". É muito importante que a esposa e esposo passem um tempo a sós. Podem para isso, sair para jantar, para um café, para uma caminhada... E também é extremamente importante ter um tempo com cada filho. É nesse tempo que crescemos em intimidade e confiança. Esses tempos alimentam uma confidência  e protegem os filhos de outras influências que podem ser danosas. Se os nossos filhos não encontrarem apoio e confiança em nós, irão com certeza buscá-los em outro lugar. Nesses tempos juntos teremos ocasião de ensinar, de trocar idéias, resolver problemas, escutar o outro em suas necessidades, divertir-nos juntos.
      Realmente não postei nada em 60 dias! Mas ao organizar minha agenda incluindo nela os tempos da família e as necessidades de cada membro e vendo como tudo isso resultou tão positivo para todos, tive tempo de experimentar uma vez mais e relatar para todos vocês, leitores desse blog, que vale a pena colocar primeiro as pedras maiores no pote e depois preenchê-lo com as menores e finalmente com a areia. Assim todos os espaços ficam ordenadamente ocupados e conseguimos fazer muito mais coisas, dando a cada uma a importância que ela tem. Façam a experiência, priorizem o tempo com a família. Vale muito a pena. Vale toda a pena!

segunda-feira, 14 de março de 2011

Sobre filhos, felicidade e o sentido da vida.

           Já paramos para pensar no que significa o filho, os filhos, para nós? Uma alegria? Uma missão? Uma responsabilidade, quem sabe por vezes um pouco "pesada" até...
          No dicionário de português online, encontramos a definição de felicidade como o “estado de quem é feliz, ventura, bem estar”. Aurélio dá uma definição mais precisa: “estado de perfeita satisfação íntima.” Já a definição de alegria é “forte impressão de prazer causada pela posse de um bem real ou imaginário.” Ou seja, há uma diferença entre ambas: felicidade é um estado, alegria é uma impressão de prazer.
            Yepes diz que “felicidade significa para o homem plenitude, perfeição” e continua afirmando que a busca da felicidade é projeto vital para o ser humano e que para encontrá-la é necessária a “plenitude de desenvolvimento de todas as dimensões humanas.” Um dos elementos da felicidade consiste em “ter a quem amar e amá-lo efetivamente, até fazê-lo feliz”. Querer o bem do outro, fazê-lo feliz implica necessariamente em doação pessoal, ou citando Scott Peck: "estender-se até o outro, nutrir seu crescimento espiritual". Por sua vez, esta extensão implica em responsabilidade, missão, comprometimento. Não deveriam, então, os filhos ser vistos como muito mais do que uma simples “alegria” que causa prazer? Não deveriam ser vistos como uma missão, como uma tarefa que dá sentido ao futuro que precisa ser construído e cuja construção começa no presente? Será que a identificação da felicidade com bem-estar tem influenciado também a visão que os pais têm sobre o que são os filhos?  
              Compreenderemos melhor os filhos enquanto missão se também olharmos as coisas projetadas no futuro. Se atentarmos ao fato de que não estamos educando "as crianças", estamos na verdade educando "o homem", "a mulher" de amanhã  - pessoas que farão a diferença ou não, que passarão pelo mundo e deixarão um bom odor, ou pessoas cuja presença nesse mundo será como água que passa por cima das pedras - sem deixar rastro. Se pensarmos sobre isso, teremos um ideal pelo qual trabalhar todos os dias da nossa vida e consideraremos a educação de nossos filhos a maior missão da nossa existência.
 

terça-feira, 1 de março de 2011

Orientação familiar: preparando os pais para serem líderes

      Içami Tiba (2009, p.101) sugere a figura de um líder familiar - aquela "pessoa mais capacitada para fazer com que cada integrante da família sinta sua importância".  Ele segue dizendo que "os pais são candidatos naturais a líderes." O autor segue sugerindo características que esses pais devem ter: integridade, ética, coerência entre fala e ação, clareza de propósitos, motivação. Devem, além disso, ser inspiradores e encorajadores. Há também um ponto de extrema importância - esses pais devem possuir os necessários conhecimentos, competências e habilidades para este desempenho.

     Por partilhar dessa mesma visão proposta por Tiba, eu e minha colega, Gildete Gôngora, estamos com uma proposta para você: pai, mãe, o casal. Um programa de orientação familiar que consta de 4 palestras de 90 minutos cada sobre temas relacionados à educação dos filhos. Segue abaixo o folder em mídia eletrônica para que vocês possam apreciar melhor a nossa proposta e terem acesso às informações necessárias.

     Tenho recebido pessoalmente vários comentários de pessoas que têm gostado deste blog. Sei que os artigos aqui escritos têm contribuído para que pais bons sejam ainda melhores. Por isso mesmo acredito que um contato pessoal onde estejamos estudando a fundo os vários temas e os aplicando à vida familiar será um ótimo acréscimo a todos.

    Estamos à disposição para maiores esclarecimentos. Forme seu grupo e nos contacte. Oferecemos o curso no Instituto Cultural ou em outro lugar de sua preferência.

     Família é o melhor empreendimento das nossas vidas. Vale muito a pena investir tempo nela. Um forte abraço,

      Alessandra Peres e Gildete Gôngora









domingo, 20 de fevereiro de 2011

Qual a rota da minha família?

             Em uma família, é muito importante que todos andem na mesma direção. Fica muito mais fácil a convivência, a busca dos ideais e a realização pessoal se todos partilham o mesmo sistema de valores. É importante refletir como  cada membro da família a percebe. Covey (1999)  (p.132) sugere que as famílias escrevam uma declaração de missão familiar. Esta seria escrita com a contribuição de cada membro da família. Segundo Covey, a missão familiar é uma espécie de “bússola” que guia os membros em uma direção correta – aquela estabelecida pela família. Ele segue dizendo que as idéias, sugestões de cada membro da família são especialmente valiosas e que ao finalizá-la, o pensamento que a permeia é: “Esta é a nossa família. Nossa missão é esta. Acreditamos nela e assumimos o compromisso de viver de acordo com os seus princípios.” (p.128)

            Em seu livro Família de Alta Performance (2009), Içami Tiba lembra com palavras próprias, a sugestão feita por Covey e citada acima quando indaga “Qual a meta final da família?”. Tiba (p. 99) segue dizendo que queremos ter qualidade de vida e ser felizes (...). Queremos também realizar algo mais nobre como deixar o mundo melhor, fazer a diferença na civilização e desbravar o futuro.”  Seria muito bom que as famílias se perguntassem o que querem, aonde querem chegar, por que se constituíram e como podem se aperfeiçoar e ajudar cada um de seus membros  a se aperfeiçoar como pessoa, ser humano completo em todas as dimensões.

            Viktor Frankl, psiquiatra austríaco que esteve preso no campo de concentração de Auschwitz, desenvolveu aquela que tem sido chamada por diversos autores como a “Terceira Escola Vienense de Psicoterapia” aludindo às escolas de outros dois psicoterapeutas muito conceituados, Sigmund Freud e Alfred Adler. Diferentemente destes dois, Frankl (1991) fala da vontade de sentido e da busca do sentido da vida, apontando que  “a busca do indivíduo por um sentido é a motivação primária em sua vida.” (p. 92)

            Sob essa perspectiva Frankliana fica claro entender a necessidade de uma missão familiar sugerida por Covey ou ter uma meta como sugere Tiba: o ser humano deseja ter uma vida tanto quanto possível dotada de sentido.

            Que possamos refletir sobre esse assunto essa semana, partilhando-o com o cônjuge e com os filhos. Uma saída semanal com o cônjuge para conversar sobre o tema, enquanto se toma um chope gelado ou um espresso é uma boa opção: une-se o útil ao agradável. Uma reunião gostosa com os pequenos, conversando sobre o que eles mais gostam na família e o que gostariam que mudasse pode sinalizar muitas coisas. Dessa forma todos podem partilhar sua visão e criar uma visão comum que será como uma bússola que guiará toda a família na construção de uma vida familiar saudável e alegre.


quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Qual é o papel dos pais e mães na vida dos filhos?

              Gosto da resposta de Stephen Covey para essa pergunta pois imediatamente me incita a fazer um pequeno exame de consciência. Diz esse autor que "o papel dos pais é único, uma missão sagrada. Implica nutrir o potencial de um ser humano especial que foi colocado sob sua proteção." Outros autores, falando sobre o mesmo assunto, afirmam a importância de conhecer bem os filhos para dá-los uma educação adequada que implique em favorecer seu crescimento e ajudá-los a desenvolver o auto conhecimento que envolve o reconhecimento de suas potências e habilidades.

              Dentro desse papel insere-se, também, o compromisso de prover as necessidades materiais do filho, bem como a transmissão de valores, normas e critérios claros. É portanto extremamente importante que os pais tenham consciência de quais são os valores que eles vivem e desejam passar para seus filhos. Aí está descrito, então, o primeiro papel dos pais: o de educador. O educador cria competência consciente nos filhos. Os pais devem ter em mente que estão sempre educando seus filhos. Haverá tempos de família específicos para isso e haverá também aqueles momentos fortuitos quando surge uma oportunidade de ensino a partir de uma cena "fora do script" compartilhada com os filhos. O pai bom educador é aquele que sabe que há momentos de ensinar e momentos de ajudar e dar apoio.

             Outro papel desempenhado pelos pais é o de "organizador". Nesse papel, os pais organizam o tempo e a vida em família fomentando assim uma harmonia entre a sua estrutura e os valores nos quais acreditam e para os quais querem viver.

               O papel de mentor é aquele responsável pelo fomento de bom relacionamento, respeito e afeto entre os membros da família. Devemos lembrar que ao sentirem o amor incondicional dos pais, os filhos passarão a valorizarem-se.

               Finalmente, outro papel do pai/mãe é o de modelo. Cada filho vê no pai e na mãe aquilo que eles pregam, percebem a coerência entre o que falam e o que vivem e aprendem a confiar neles. Infelizmente, se não houver coerência entre o que se fala e o que se vive, pai/mãe não será um modelo confiável a ser seguido.

               Espero que esses 4 papéis, entre muitos outros que talvez você tenha pensado e que não estão aqui nessa postagem, possam nos dar margem a um detalhado exame de consciência e possam servir de inspiração para o nosso  desenvolvimento enquanto pais ao longo deste ano.




quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

As viagens de Gulliver – uma ótima opção de diversão com as crianças nessas férias.


A versão moderna da história que dá nome ao livro de Johnatan Swift e ao filme estrelando Jack Black é uma ótima opção de diversão com as crianças nessas férias.

Lemuel Gulliver é o garoto da expedição do New York Tribune e, além de não estar contente com essa posição, não acredita que seja capaz de fazer nada melhor. Vai perdendo o seu tempo com superficialidades, não realiza seu trabalho com esmero e mata o tempo jogando videogame.

Mas, uma viagem dele para desvendar o mistério do Triângulo das Bermudas acaba ensinando-o várias lições.

Uma tempestade seguida por um naufrágio o faz acabar em Lilliput onde ele salva os lilliputianos e o rei de um incêndio que o faz ser o herói do país. Isso faz ele ver que é capaz de fazer coisas importantes. Depois disso, ainda procurando ser prestativo – salva os lilliputianos de um ataque do país vizinho, o que atrai maior admiração e atenção sobre sua pessoa fazendo com que tenha vários caprichos satisfeitos.

No entanto, o sucesso entre os pequeninos sobe à cabeça e aí ele transforma a cidade toda em uma cópia de New York com sua imagem estampada por todos os lados. Começa a deixar de lado a humildade, a prudência e a diligência; inventa histórias onde ele é sempre o herói, o bem sucedido. Gulliver está muito preocupado com a auto imagem para perceber que o inimigo estava se armando e muito próximo dele.

As conseqüências dessa forma de agir não tardam a vir e Gulliver aprende que não é preciso mentir sobre quem é ou o que faz para se sentir importante. O importante é agir como se deve agir - com sinceridade,coragem, ousadia, determinação e principalmente lealdade.

Vale a pena prestar atenção ao filme e depois convidar o filho para um suco ou um sorvete e conversar um pouco sobre as lições presentes nesse filme que são tão necessárias no mundo de hoje.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Família, Filhos e Cia: Viva 2011

Família, Filhos e Cia: Viva 2011: "Viva 2011! Depois de mais de um mês sem postagens novas, estamos voltando! Logo após a última postagem, as férias das crianças começaram e v..."